Inês, sonhadora e inspiradora!


Já não sei dizer à quanto tempo conheço a Inês, mas confesso que foi daquelas pessoas com quem empatizei desde o primeiro segundo. A sua genuinidade foi a culpada :).

Apesar de ser uns anos mais nova do que eu, revejo-me - e muito - nesta miúda gira de sorriso fácil e brilho no olho. As suas lutas internas e incertezas à mistura com as parecenças físicas quase que podiam fazer de nós irmãs de sangue em vez de primas emprestadas.

Foi das primeiras pessoas que comecei a seguir quando iniciei a minha própria mudança. De post em post fui acompanhando todos os seus pequenos passos e progressos.

Por isso mesmo, quando pensámos em convidar alguém para partilhar o nosso blog a ideia de convidar a Inês foi imediata.


Partilhamos convosco esta artigo escrito pela querida Inês Espada Nobre.


"Olá, o meu nome é Inês e tento levar uma vida com menos desperdício. Sim, acho que é uma forma mais honesta de me apresentar. Vivo no Alentejo Litoral onde ainda não existem tantas opções de compra a granel como noutros sítios, mas fazemos o que conseguimos com o melhor das opções, fazemos compras com consciência.

Falar de Zero Desperdício já me foi mais fácil, para quem não me conhece, tenho um projecto chamado Garagem, é um blogue onde partilho um pouco desta minha viagem rumo a uma vida mais consciente e mais sustentável. Neste momento da minha vida, como em tanta coisa que se passa à nossa volta, a Garagem ficou suspensa, ando em redescoberta, a olhar os mapas, a perceber por onde seguir. Aproveitei para fazer uma pausa a meio caminho, para me refrescar e ouvir o coração. Dei-me conta que não o fazia há muito, sei disso porque escutei os pássaros lá fora e achei que já não os ouvia há demasiado tempo, já vos aconteceu?


A Bárbara e a Susana foram muito gentis em lembrar-se de mim e agradeço do fundo do coração este convite que me fazem, afinal, fizeram-me voltar à escrita e recordar o porquê deste caminho. A resposta não é difícil, se já embarcaram nesta viagem do "Zero Desperdício" sabem que começa com uma tomada de consciência, começa com uma pergunta tonta que nunca antes nos lembráramos de fazer - "para onde raio vai o nosso lixo?!" - eu debati-me com as garrafas de água que se pareciam multiplicar pela casa e daí a tudo o resto foi um pulinho. Comecei por procurar respostas no google e cheguei ao conceito "Zero Waste" através da Lauren Singer neste Ted Talk. Fiquei louca, seria possível? Parecia tão estranho o lixo de um ano caber todo num frasco, quanto mais três. Olhava para o meu lixo e via aqueles vídeos e achei que nunca estaria sequer perto daquilo. Nem sequer sabia por onde começar! Foi assim que decidi procurar se havia alguém em Portugal a debater-se com o mesmo problema e encontrei o grupo Lixo Zero Portugal e a Ana Milhazes.


Foi um ponto de viragem na minha vida, em todos os sentidos. Quando pensamos em lixo é fácil cairmos no erro de nos focarmos apenas no físico, mas existem várias formas de lixo, e eu estava carregada dele, do físico e do mental. Conhecer a Ana mudou a minha vida, o seu exemplo inspirou-me a mudar e, quando dei por mim, saíra de um emprego que não me fazia feliz e reduzi em muito o lixo que fazíamos. Comecei a questionar tudo e essa foi a acção impulsionadora da mudança.

Viver uma vida com consciência muda tudo, desde o que fazemos ao que pensamos, é um caminho que se vai construindo, e que mexe com todos os nossos alicerces. Estamos conscientes do que nos rodeia e por isso pensamos duas vezes antes de comprar algo embalado, porque reconhecemos o impacto que terá no meio ambiente. Pensamos muito bem tudo aquilo que dizemos ao outro, porque às vezes a nossa verdade pode magoar mais do que ajudar, e estamos conscientes da dor do outro.


A Ana costuma dizer que quando entramos neste estilo de vida temos de estar sempre atentos, ela costuma brincar com isto porque às vezes basta um descuido nosso para que apareça logo uma palhinha de plástico no nosso sumo. E eu recordo-me de uma professora de português incrível que tive no 10º ano, éramos 5 alunas na turma de humanidades, todas mulheres, quando chegávamos à sua aula tínhamos as persianas fechadas, fechávamos os olhos e respirávamos fundo e ela guiava-nos pelo meio de uma floresta onde o sol brilhava por entre as folhas que dançavam com o vento. Um dia, depois de uma dessas meditações, já com as janelas abertas, perguntou-nos se reconhecíamos o poder do nosso pensamento. Aquilo foi estranho de ouvir - "como assim?", pensei eu, "poder do pensamento?!" - mas sei que me marcou porque me lembro como se fosse hoje de manhã. Falou-nos sobre os nossos pensamentos e de como o pensamento é criador, tem poder, e a importância de o policiarmos sempre.

Esticou o dedo indicador da mão direita e colocou a mão ligeiramente atrás da cabeça, aquele dedo seria a nossa consciência daí para a frente e estaria sempre atento ao que pensávamos para que agíssemos sempre em consciência.

E este, é o melhor conselho que vos posso deixar: querem viver uma vida com menos desperdício? Vivam em consciência, olhem a vosso redor, escutem os outros. Vivam o agora e agradeçam, todos os dias, o presente que é estar vivo e ter escolha.


Inês"


Obrigada Coração!


Bárbara Nobre

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